Anayde Beiriz e João Dantas – Um romance nos anos 30
Proposta do Documentário
Neste documentário, queremos resgatar o romance de João Dantas e Anayde Beiriz, salientando as cartas, o amor, os conflitos do casal, as confissões dos dois, o arrombamento da casa de Dantas, por fim o assassinato de João Dantas, no Recife, e o envenenamento de Anayde Beiriz. Seguindo este sentido, o documentário, visa entrevistar jornalistas, historiadores, artistas e intelectuais que possam remontar a história de amor, as dificuldades da época e dar um enfoque diferenciado dos demais publicados pela literatura paraibana. Mostrar uma Anayde vívida e um João Dantas romântico e corajoso.
Nos idos de 1930, o romance de João Dantas e Anayde Beiriz foi devastado pela fúria do chefe de estado, João Pessoa, governador da Parahyba. As cartas de amor dos dois foram publicizadas sem nenhum escrúpulo ou bom senso. A honra de João Dantas, advogado e jornalista, foi jogada na lama. Anayde Beiriz − poeta, intelectual e mulher a frente do seu tempo “… padeceu comprimida dentro dos acanhados limites de uma sociedade governada por grupos oligárquicos de mentalidade agro pastoril, padecimento que só cessou quando Anayde se livrou da vida” – José Joffily. O romance com João Dantas começou em 1928. O símbolo maior do amor dos dois são as cartas e as poesias.
O romance de João Dantas e Anayde ficou extremamente fragilizado após a casa dele ser arrombada e as cartas saqueada. Publicizadas para quem soubesse ler e escrever. Na delegacia, as cartas podiam ser lidas.
João Dantas vendo seu nome ferido se refugiou em Recife. Mas antes ameaçou o governador, a época, que se fosse na capital pernambucana iria mata-lo. Em 26 de julho de 1930, João Dantas, de suas mãos, de punho forte, disparou os tiros fatais contra João Pessoa.
O assassinato de João Dantas e seu cunhado Luís Caldas, na Penitenciária do Recife, pelos seus algozes de forma cruel e impiedosa para alguém que estava preso e sem nenhuma forma de resistência. O Sr. Dantas na cela, não mostrava nenhuma resistência. Seu passatempo era jogar baralho e refletir os seus atos. Mesmo tendo matado João Pessoa poderia ser julgado, porém foi trucidado.
Anayde, na época com 25 anos, vendo as ações do seu noivo, foi execrada pela sociedade da época. Ela ficou em uma situação complicada. A família Dantas teve suas terras saqueadas e o corpo de João Dantas foi impedido de ser sepultado na Parahyba.